A graça de Nossa Senhora em minha vida

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Há muito desejava fazer uma singela homenagem à minha querida mãe do Céu, Maria Santíssima. Tenho certeza que a minha mãe Tânia, cujo nome, inclusive é Tânia Maria, não ficaria com ciúme, muito pelo contrário, ela mesma foi quem me ensinou a ter um grande amor e carinho por Nossa Senhora. Escolhi deixar nesse blog, para todos verem, o grande amor que eu tenho pela escolhida de Deus pra ser mãe do Salvador.

Ao contrário do que alguns irmãos possam pensar, isso não é adoração, isso se chama veneração e não há nenhum problema nisso, de forma alguma. Eu, que sou pecador, gostaria que todos a quem conheço gostassem de minha mãe, quanto mais Jesus Cristo! Mas não quero me deter nisso.

Por muitos problemas e provações tenho passado ultimamente, mas tenho fé que Nossa Senhora tem me protegido e passado à frente de tudo. A prova disso é que, apesar de toda a dificuldade, tenho sido bem sucedido em todas as minhas empreitadas. É Nossa Senhora, a minha advogada, que, a exemplo do que aconteceu em Caná da Galiléia, intercede por mim junto a seu filho, dizendo “Filho, eles já não tem vinho”, tendo isso na minha vida isso muitos significados. E Jesus, atendendo ao pedido de sua mãe, realiza o milagre na minha vida.

O que acho mais bonito é que, ao contemplar a imagem de Nossa Senhora, o que vem imediatamente ao meu coração é uma imensa paz e a vontade de, ao exemplo dela, fazer a vontade de Deus, ela que foi uma serva fiel e, em tudo foi perfeita. Como a letra da música diz, se um dia o anjo declarou que ela era cheia de Deus, quem sou eu para também não chamá-la “cheia de graça”?

Pela intercessão de Nossa Senhora, muitos milagres têm acontecido na minha vida. Ela me ajudou e me ajuda no meu processo constante de conversão colocando no meu coração: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

A fé em Nossa Senhora foi o maior legado que a minha mãe, Tânia Maria, me deixou. À noite, quando rezávamos o terço, muitas vezes eu caindo de sono, tinha até preguiça de rezar. Hoje agradeço e sigo o exemplo de minha mãe e procuro sempre rezar o terço e por isso testemunho aqui que muitas maravilhas aconteceram na minha vida por essa santa devoção.

Acreditem, se a dor tomar o coração de vocês, peçam a ajuda de Nossa Senhora. Ela, cuja alma foi transpassada pela espada ao ver seu filho dar a vida na cruz, saberá consolar qualquer filho que peça por ajuda. Ela é nossa mãe e não há nada melhor do que o amor de uma mãe ao acalentar seus filhos.

“Obrigado mãezinha por sua constante intercessão na minha vida. Ajuda-me a cruzar esse caminho tão difícil e estreito. Na maioria das vezes, sou como uma criança que ainda está aprendendo a andar e, portanto, sofre muitas quedas. Te peço mãezinha, estende a tua mão todas as vezes que eu cair e me ajuda a levantar. Segura a minha mão inclusive para que eu não caia. Com o teu amor de mãe, consola o meu coração das dores que ele sente, não deixe que a saudade que sinto me faça perder a paz e que eu, buscando seguir o teu exemplo, esteja sempre à disposição para fazer a vontade de Deus e não a minha. Bendita és tu entre as mulheres. Roga por mim, minha mãe, obrigado. Amém.”

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E 2008 continua…

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Escrevo neste blog detalhes de como está a minha vida, de forma que os meus amigos, familiares e meus queridos ex-alunos possam assim saber como estou e ter notícias de como ando. Acho isso muito importante pois alivia o fato de eu nunca ter tempo para escrever para cada um como as coisas estão nem estar disponível para responder todos os recados do Orkut com a pergunta “Como estão as coisas por aí?”.

Após eu passar a morar na casa do pós-graduando, as coisas melhoraram bastante, pois passei a ter um lugar certo para ficar, e além de tudo, fica dentro do campus da USP, dando assim para aproveitar tudo o que este oferece (biblioteca, piscina, academia, estar livre de gastos com passagens, etc.).

Outra coisa muito positiva foi o fato de eu me dar bem com todos da casa. Sem hipocrisia e publicamente falando, não tive problemas com nenhum dos moradores. É claro que morar em comunidade requer adaptação a uma série de coisas (dividir quarto, esperar quando os banheiros estão todos ocupados, perda de privacidade, etc.), mas tem valido a pena sim, ainda mais sem pagar nada (claro que nada é de graça né, os altíssimos impostos estão aí pra isso).

Com o decorrer do curso, vão surgindo os amigos, vamos descobrindo quem realmente vale a pena ter proximidade e quem vc deve se esquivar e por aí vai. Quero aqui deixar um abraço especial pra Vívian e dizer que é nas quedas que aprendemos a andar.

O final do semestre foi bem corrido com prova de estatística, seminário de políticas, trabalho escrito, relatório… eita! Sem falar na preocupação em saber se eu teria mesmo a permissão da minha orientadora pra eu passar julho inteiro em Fortaleza. Graças a Deus ela liberou e assim, foi dez!
Pude passar o mês de julho inteiro em Fortaleza e assim matar um pouco a saudade. Foi maravilhoso mas, como era de se esperar, passou muito rápido. Nem quero falar muito pra não dar cabimento à imensa saudade que logo chega. Agora é tomar fôlego, voltar com tudo pra Ribeirão Preto e pedir a Deus que me dê forças pra aguentar mais cinco meses longe de tudo e de todos.

É isso mesmo. É a vida. Vou finalizar com a frase que eu sempre gosto de repetir pra mim mesmo: “Não há vitória sem sacrifício”.

Mestrado na USP - Privilégio ou Sacrifício?

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Quando decidi fazer o processo seletivo para o Mestrado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, não imaginava tanta coisa que ia acontecer num espaço tão curto de tempo. É verdade que aconteceram muitas coisas boas mas também ocorreram muitas ruins.

A primeira grande dificuldade foi em relação à moradia. Inicialmente fiquei em um apartamento por 10 dias, alugado por 4 alunas da USP e mais um rapaz, ficando de favor, pois não tinha bolsa e nem emprego pra me manter. Com a grana à quase zero, quase passei fome: perdi quase 4Kg em apenas uma semana. Além disso, tinha desesperadamente que procurar um outro lugar pra ir devido ao ciúme desmotivado do prometido de uma das meninas. Depois fui morar em uma república (na verdade um apartamento de 3 quartos) com dois caras, onde passei um mês, chegando à conclusão óbvia da qual eu deveria ter me dado conta anteriormente: não teria recursos pra continuar lá. Foi então que, finalmente, aos 18 de abril de 2008, depois de 55 dias de muito sufoco, consegui a moradia do pós-graduando da USP, onde não pagaria nada além de uma taxa simbólica de R$ 15,00 por mês.

Foi um período maravilhoso pois, apesar de morar em uma casa com 17 pessoas e dividir um quarto com dois caras, coincidiu com a saída da minha bolsa. Até o presente momento eu estava vivendo de ajudas de familiares, sobretudo a de um primo muito especial. Com o recebimento da bolsa e a economia de não ter que pagar aluguel, que em Ribeirão Preto custa no mínimo R$ 250,00 (pra quem não tem renda esse valor é absurdamente alto), apertando um pouquinho daria até mesmo pra visitar minha noiva se aparecesse um feriadão e eu conseguisse uma promoção de passagens aéreas, loucura que eu fiz sem pensar no monte de conta que tinha pra pagar, movido apenas pelo coração. E não me arrependo.

Essa foi a outra imensa dificuldade que senti desde que cheguei aqui. A saudade não demorou para transbordar. Chorava todos os dias, conheci um lado em mim que eu mesmo não conhecia: que eu também era emotivo. A falta que eu mais sentia era a da minha noiva, descobri que a saudade doía na alma… Mas também sofria pela distância dos meus familiares, do meu melhor amigo, do trabalho de professor… de tudo. Muitas vezes eu me acordava já entristecido, com uma vontade irreprimível de voltar, abandonar tudo. A razão negava mas o coração suplicava. Não foi pouco difícil.

Por fim, a distância de Fortaleza também tocou em uma enorme ferida que estava muito longe de se cicatrizar no meu coração: a da perda da minha mãe. Eu me via há poucos meses atrás no conforto do meu quarto, com ela me trazendo leite antes de dormir, sempre preocupada com a minha alimentação e via à minha volta uma cidade desconhecida, sem a minha noiva, sem amigos, sem família, sem o meu lar… Eu sentia (e sinto) tanto a falta dela, como isso doía (e dói)! Ficava deprimido a maior parte do tempo…

A única coisa que tem me mantido firme aqui foi a fé em Deus, maior legado deixado pela minha mãe. A fé de que no futuro eu colheria os frutos disso tudo, acreditando sempre que não há vitória sem sacrifício. Não posso também murmurar pois, afinal de contas, estar aqui foi uma opção minha, não vim forçado. Afinal, estudar na Universidade de São Paulo é um privilégio para poucos. Não me vanglorio com isso, mas também não posso desvalorizar uma conquista tão árdua.

Agradeço a todos que torceram e rezaram por mim. Ainda nem cheguei na metade do mestrado, mas tenho fé em Deus que vou vencer. Vencerei pra ajudar a minha família, pra poder realizar o meu projeto de casar e fazer da Karlianne a esposa mais feliz do mundo e pra conquistar a meta de ser um homem íntegro, culto (na ciência e na fé) e ciente de que pra se vencer na vida é preciso muito mais do que vontade, é preciso sacrifício.


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