Escrevo neste blog detalhes de como está a minha vida, de forma que os meus amigos, familiares e meus queridos ex-alunos possam assim saber como estou e ter notícias de como ando. Acho isso muito importante pois alivia o fato de eu nunca ter tempo para escrever para cada um como as coisas estão nem estar disponível para responder todos os recados do Orkut com a pergunta “Como estão as coisas por aí?”.

Após eu passar a morar na casa do pós-graduando, as coisas melhoraram bastante, pois passei a ter um lugar certo para ficar, e além de tudo, fica dentro do campus da USP, dando assim para aproveitar tudo o que este oferece (biblioteca, piscina, academia, estar livre de gastos com passagens, etc.).

Outra coisa muito positiva foi o fato de eu me dar bem com todos da casa. Sem hipocrisia e publicamente falando, não tive problemas com nenhum dos moradores. É claro que morar em comunidade requer adaptação a uma série de coisas (dividir quarto, esperar quando os banheiros estão todos ocupados, perda de privacidade, etc.), mas tem valido a pena sim, ainda mais sem pagar nada (claro que nada é de graça né, os altíssimos impostos estão aí pra isso).

Com o decorrer do curso, vão surgindo os amigos, vamos descobrindo quem realmente vale a pena ter proximidade e quem vc deve se esquivar e por aí vai. Quero aqui deixar um abraço especial pra Vívian e dizer que é nas quedas que aprendemos a andar.

O final do semestre foi bem corrido com prova de estatística, seminário de políticas, trabalho escrito, relatório… eita! Sem falar na preocupação em saber se eu teria mesmo a permissão da minha orientadora pra eu passar julho inteiro em Fortaleza. Graças a Deus ela liberou e assim, foi dez!
Pude passar o mês de julho inteiro em Fortaleza e assim matar um pouco a saudade. Foi maravilhoso mas, como era de se esperar, passou muito rápido. Nem quero falar muito pra não dar cabimento à imensa saudade que logo chega. Agora é tomar fôlego, voltar com tudo pra Ribeirão Preto e pedir a Deus que me dê forças pra aguentar mais cinco meses longe de tudo e de todos.

É isso mesmo. É a vida. Vou finalizar com a frase que eu sempre gosto de repetir pra mim mesmo: “Não há vitória sem sacrifício”.